“Breque dos Apps”: entregadores fazem paralisação nacional nesta terça-feira
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Isto é - Por Redação.K
Publicado em 31 de agosto de 2026
Categoria reivindica pagamento mínimo de R$ 10 por corrida curta e R$ 2,50 por quilômetro, além de maior transparência nos bloqueios de contas.

Trabalhadores reivindicam aumento da remuneração por entrega, maior transparência nos bloqueios de contas e mudanças nas regras adotadas pelas plataformas
Entregadores de aplicativos de diferentes regiões do Brasil convocaram uma paralisação nacional para esta terça-feira, 1º de setembro. Batizada de “Breque Geral dos Apps”, a mobilização pretende pressionar as plataformas por mudanças na remuneração e nas condições de trabalho da categoria.
Organizado principalmente por meio das redes sociais e de grupos de mensagens, o movimento orienta os trabalhadores a permanecerem offline durante a paralisação. Também estão previstos buzinaços, carreatas e manifestações em diferentes cidades brasileiras.
Entre as principais reivindicações está a adoção de um pagamento mínimo de R$ 10 para corridas curtas, além de R$ 2,50 por quilômetro percorrido. Os organizadores argumentam que os valores atualmente pagos não acompanham os custos enfrentados pelos trabalhadores, como combustível e manutenção dos veículos.
Entregadores criticam modelo de remuneração
Um dos principais focos das críticas é a modalidade “+Entregas”, na qual os profissionais trabalham em áreas e períodos previamente determinados.
Segundo representantes dos trabalhadores, o sistema teria provocado redução nos valores recebidos por entrega e poderia prejudicar profissionais que optam por não aderir ao modelo. A remuneração dessa modalidade já vinha sendo alvo de questionamentos recentes. Em resposta ao governo federal, o iFood afirmou que a adesão é opcional e sustentou que o sistema proporciona ganhos maiores por meio de pagamentos fixos e incentivos.
A discussão ocorre em meio ao debate mais amplo sobre as condições de trabalho nas plataformas digitais. Entregadores também reivindicam que o governo federal estabeleça, por meio de uma medida provisória, parâmetros para a definição de taxas mínimas de remuneração.
Parte da categoria também demonstra resistência ao PLP 152, projeto em discussão no Congresso que trata da regulamentação do trabalho por aplicativos. Os críticos afirmam que a proposta não contempla adequadamente questões relacionadas à renda e à proteção previdenciária dos profissionais.
Em abril, motoristas e entregadores já haviam realizado manifestações em diversas cidades brasileiras durante as discussões do projeto. Na ocasião, atos foram registrados em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Natal.
Bloqueios de contas também são alvo de protestos
Outro ponto levantado pelos entregadores é a maneira como as plataformas realizam bloqueios e suspensões de contas.
Trabalhadores afirmam que algumas decisões são tomadas de maneira automatizada, sem que sejam apresentados claramente os motivos ou oferecidos mecanismos considerados suficientes para contestar a medida. A categoria reivindica maior transparência sobre os critérios empregados pelos algoritmos das plataformas.
Com a paralisação desta terça-feira, os organizadores esperam aumentar a pressão sobre as empresas e também sobre o governo federal para abrir novas negociações sobre remuneração, transparência e condições de trabalho.




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