Com apoio da Transbochnia, mensagem sobre a Síndrome do X Frágil chega a diferentes regiões do Brasil
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Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro
Publicado em 20 de março de 2026

A ideia de que caminhões podem transportar mais do que cargas ganhou um novo significado nas rodovias brasileiras. A iniciativa da Transbochnia de aderir à campanha “Eu Digo X” transforma quilômetros percorridos em oportunidades de conscientização sobre a Síndrome do X Frágil*, uma condição ainda pouco conhecida no país.
Segundo Antonio Bochnia Filho, diretor executivo da empresa, a decisão de levar a campanha às estradas nasceu justamente do desconhecimento. “Quando conhecemos a campanha ‘Eu Digo X’, houve um ponto de conexão imediato: nós mesmos, até então, não conhecíamos a Síndrome do X Frágil. E esse desconhecimento nos trouxe um alerta poderoso — quantas pessoas convivem com essa condição sem sequer saber?”, afirma.
A partir dessa constatação, a empresa decidiu usar sua frota como ferramenta de impacto social. Um conjunto completo — cavalo mecânico e carreta — já está plotado e percorre diferentes regiões do país, passando pelo Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, com a missão de ampliar o alcance da informação. “Transformar dúvidas em conhecimento e visibilidade. Levar essa mensagem para as estradas é, para nós, uma forma concreta de contribuir para que mais pessoas tenham acesso à informação, busquem diagnóstico e encontrem apoio”, destaca Bochnia.
A mobilização também teve forte adesão interna. De acordo com o executivo, a campanha começou dentro da própria empresa, ao apresentar o tema aos colaboradores. “A grande maioria nunca havia ouvido falar sobre a Síndrome do X Frágil. Isso reforçou ainda mais a importância da campanha. Nosso objetivo foi transformar nossos colaboradores em multiplicadores dessa informação”, explica.
Para a vice-presidente do Instituto Buko Kaesemodel, Rafaela Kaesemodel, parcerias como essa são fundamentais para ampliar o alcance da conscientização. “Levar informação para além dos grandes centros é essencial. Quando uma empresa coloca sua estrutura a serviço de uma causa, ela ajuda a romper barreiras e a alcançar famílias que muitas vezes nunca tiveram acesso a esse tipo de conhecimento”, afirma.
Ela reforça que a disseminação de informação é determinante para mudar realidades. “Falar sobre a Síndrome do X Frágil é falar sobre diagnóstico precoce, acolhimento e inclusão. Quanto mais pessoas souberem identificar os sinais e buscarem ajuda, maiores são as chances de transformar a vida de quem convive com a condição”, completa.
Com a campanha já em circulação, a expectativa é gerar um efeito multiplicador. “Queremos que as pessoas parem, olhem, questionem — e principalmente, busquem entender o que é a síndrome”, diz Antonio Bochnia Filho. “Se conseguirmos fazer com que uma única família descubra a condição mais cedo, já teremos cumprido nosso papel.” Para Rafaela Kaesemodel, além de ampliar o diagnóstico, a iniciativa também cumpre um papel essencial de acolhimento. “É importante que as famílias que já convivem com o diagnóstico saibam que não estão sozinhas. Elas podem encontrar orientação, apoio e informação qualificada por meio do Instituto Buko Kaesemodel.”
*A Síndrome do X Frágil (SXF) é uma condição genética hereditária, sendo a causa mais comum de deficiência intelectual e autismo herdados. Causada por uma mutação no gene FMR1 (no cromossomo X), que impede a produção da proteína FMRP, afeta o desenvolvimento cognitivo e motor. Caracteriza-se por atrasos no desenvolvimento, dificuldades de aprendizado, comportamentos autistas e traços físicos específicos, exigindo diagnóstico por exame molecular.




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