Dólar cai a R$ 5,18 e Bolsa renova recorde após fala de Galípolo
- 12 de fev.
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Do UOL, em São Paulo
11/02/2026 09h06 | Atualizada em 11/02/2026 12h52

O dólar recua para R$ 5,18, menor patamar desde maio de 2024, e o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira B3, opera acima de pontuação recorde nesta quarta-feira, com o mercado de câmbio repercutindo a fala do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre juros, em evento em São Paulo, e dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos.
O que aconteceu
Dólar opera em baixa. Desde a abertura em queda, a moeda americana era cotada por volta das 12h30 no comercial para venda a R$ 5,188, baixa de 0,15% ante fechamento de ontem. Na mínima do dia, foi cotada a R$ 5,171, às 11h09.
Mercado de câmbio repercute presidente do Banco Central. Falando em evento organizado pelo BTG Pactual, em São Paulo hoje, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que o Copom (Comitê de Política Monetária) optou em janeiro por aguardar até março para começar a cortar a taxa básica de juros para poder reunir mais dados, e, assim ganhar confiança de que pode começar o cikclo de afrouxamento monetário. Ele também descartou mudanças na meta de inflação.
Dados do emprego estadunidense influenciam câmbio. A criação de vagas nos Estados Unidos acelerou em janeiro e a taxa de desemprego caiu para 4,3%, o que foi interpretado pelos agentes de mercado como sinais de estabilidade no mercado de trabalho. Para analistas e aplicadores, os dados podem pesar contra decisão do Fed (Federal Reserve), Banco Central do país, de retomar o ciclo de corte de juros, após pausa na última reunião de política monetária, em janeiro.
O mercado de trabalho americano ainda mostra resiliência, enquanto a inflação continua pressionada. Os dados de emprego e inflação referentes a fevereiro, que ainda serão divulgados, devem dar mais clareza sobre o cenário e ajudar a orientar a próxima decisão de política monetária do Fed. Por ora, esperamos a manutenção dos juros no intervalo atual, de 3,5% a 3,75%, na próxima reunião, em março.
Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank.
Ibovespa retoma tendência positiva. Após recuar ontem, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 opera em alta hoje, com máxima de 189.448 pontos, alta de 1,9%, às 11h38, acima do patamar recorde batido terça-feira da semana passada, de 186.241 pontos. Por volta das 12h50, subia 1,58%, a 188.863 pontos.
Petrobras é destaque entre ações mais negociadas. As ações ON (ordinárias, com direito a voto) e PN (preferenciais para dividendos) operam em alta hoje, após companhia informar aumento de 7,2% nas vendas totais de petróleo, gás e derivados em2025 ante 2026.
Suzano sobe mais de 9%. As ações da produtora de papel e celulose têm sessão positiva após divulgação de balanço da empresa, com lucro líquido de R$ 116 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo perda bilionária de um ano antes.
Petróleo sobe quase 3%. O contrato negociado em Londres para entrega em abril, por volta das 11h30, tinha variação positiva de 2,5%, a US$ 70,52, enquanto o WTI para março subia 2,7%, para US$ 65,64 o barril.
Opep projeta crescimento do consumo. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo reafirmou em relatório divulgado hoje sua previsão para o crescimento da demanda global pela commodity em 2026, de 1,4 milhão de barris por dia (bpd) para 106,52 milhões de bpd.
Cotação do ouro também sobe. O contrato para abril para 100 onças troy (31,1 gramas) subia 1,3%, a US$ 5.095 por volta das 11h30. Já a prata para março subia 5,3%, a US$ 84,68 por onça-troy.




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