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Empresa cria trilha de capacitação interna para transformar motoristas de veículos menores em carreteiros

  • há 11 minutos
  • 3 min de leitura

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Publicado em 20 de agosto de 2026


Fonte: Blog do Caminhoneiro
Fonte: Blog do Caminhoneiro

A escassez de motoristas profissionais segue sendo um dos principais gargalos do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Segundo levantamento da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o país perdeu cerca de 1,2 milhão de motoristas de caminhão nos últimos dez anos. O cenário preocupa transportadoras, indústrias e operadores logísticos, especialmente em um país onde grande parte da produção depende do transporte rodoviário para chegar a portos, aeroportos, centros de distribuição, fábricas e consumidores.


Diante desse cenário, empresas do setor têm buscado alternativas que vão além da contratação de profissionais já experientes. A formação de novos condutores, o desenvolvimento interno, a valorização da carreira e a criação de mecanismos de retenção passaram a fazer parte da estratégia operacional das transportadoras que precisam garantir segurança, produtividade e continuidade das operações.


Na West Cargo, esse movimento é estruturado por meio do Programa Motorista Trainee Carreteiro, que cria uma trilha de crescimento para profissionais que já atuam na condução de veículos menores. A empresa custeia o processo para que o motorista avance da categoria C para a categoria E da CNH, habilitação necessária para conduzir veículos de maior porte, e dá continuidade à formação com treinamento interno, acompanhamento de instrutores, cursos específicos e avaliações práticas. Ao final do processo, o profissional que estiver preparado pode avançar para a função de motorista carreteiro, ampliando suas possibilidades de desenvolvimento e crescimento dentro da própria empresa.


De acordo com Luigi Rosolen, diretor da West Cargo, formar motoristas dentro da própria operação permite desenvolver profissionais mais alinhados aos padrões de segurança e eficiência da empresa. “Quando capacitamos o motorista internamente, conseguimos prepará-lo para as características específicas de cada operação. Isso é positivo para a segurança da empresa e também para o próprio profissional, porque ele aprende boas práticas desde o início e passa a ter condições de evoluir na carreira”, afirma.


A empresa também conta com apoio da FABET para ampliar a formação de profissionais. Segundo Rosolen, a proposta é criar uma ponte entre motoristas que já conhecem a rotina do transporte e a possibilidade de avançar para a condução de carretas, com maior qualificação e remuneração proporcional às novas responsabilidades. “A West Cargo está ampliando as possibilidades para que um profissional de  veículo menor receba treinamento adequado e eficaz para conduzir carretas. Isso contribui para incluir mais pessoas nessa categoria e abrir novas oportunidades de crescimento”, explica.


A retenção também passa por políticas permanentes de reconhecimento. A West Cargo mantém um programa de premiação baseado em indicadores de telemetria, que avaliam critérios como condução segura, economia de combustível, produtividade, cumprimento de procedimentos e direção responsável. Ao todo, cerca de R$ 180 mil são distribuídos anualmente em bonificações por desempenho, além da prioridade na entrega dos caminhões mais modernos aos motoristas mais bem avaliados.


Para Rosolen, remuneração, reconhecimento e capacitação precisam caminhar juntos. “A valorização dos motoristas na West Cargo acontece em várias frentes, com remuneração acima da média de mercado, premiações por segurança e economia de combustível, veículos mais econômicos e confortáveis e treinamentos que realmente ensinam o profissional a alcançar esses resultados”, destaca.


A estratégia reforça uma mudança de visão no setor. Em vez de apenas disputar uma mão de obra cada vez mais escassa, a formação de novos motoristas permite criar uma base profissional mais preparada, segura e alinhada à realidade das operações. Para a West Cargo, esse caminho contribui para a continuidade do transporte rodoviário, a valorização da categoria e a melhoria da segurança nas estradas.

 
 
 

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