EUA preparam tarifas por trabalho forçado que devem atingir o Brasil
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Economia UOL
Publicado em 21 de julho de 2026
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que o governo americano anunciará "em breve" uma decisão sobre as tarifas relacionadas ao uso de trabalho forçado nas cadeias de produção, indicando que a medida atingirá 60 países.
A declaração, feita em entrevista à CNBC, reforça a expectativa de que Washington confirme nesta semana novas sobretaxas recomendadas pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), incluindo uma alíquota de 12,5% para produtos brasileiros.
Segundo Greer, a medida terá alcance amplo e "abrange 60 países", sem detalhar o cronograma da decisão. A decisão deve ser concluída na sexta-feira (24). A expectativa entre autoridades e representantes do setor produtivo é de que o Brasil seja alvo de uma tarifa adicional de 12,5%, cumulativa às alíquotas já anunciadas.
Sobre o Canadá, Greer afirmou que as negociações comerciais continuam apesar das tarifas de 50% anunciadas na segunda-feira (20). "Vamos continuar conversando com nossos colegas canadenses. Não interrompemos as negociações", disse.
Segundo ele, os EUA buscam "resultados que sejam bons para as empresas americanas" e cobram há um ano que Ottawa retire as medidas retaliatórias adotadas contra tarifas impostas por Donald Trump. O representante acrescentou que a resposta americana foi "sob medida".
Greer também defendeu o fortalecimento do conteúdo regional no Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), afirmando que o governo pretende ampliar a participação de componentes produzidos na América do Norte e incentivar a fabricação de automóveis na região. Segundo ele, Trump também busca reduzir o déficit comercial dos EUA.
Na área de tecnologia, Greer afirmou que o governo considera a destilação de modelos de inteligência artificial (IA) por empresas chinesas uma forma de roubo de propriedade intelectual.
Segundo o representante comercial, diversas agências americanas analisam o tema, em linha com declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, sobre a possibilidade de sanções caso seja comprovado o uso de propriedade intelectual americana no desenvolvimento de modelos chineses de IA.




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