Vacância em galpões logísticos atinge mínima histórica no Brasil, aponta Colliers
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Mundo Logística
Publicado em 21 de julho de 2026
Levantamento revela alta de 8% no estoque nacional, cerca de 2 milhões de m² em obras e e-commerce liderando as maiores locações no primeiro semestre de 2026.

Segundo dados da Colliers, a taxa de vacância dos condomínios logísticos de alto padrão no Brasil caiu para 5% no segundo trimestre de 2026 — o menor nível da série histórica. No mesmo período, a área devolvida pelos ocupantes recuou ao menor patamar dos últimos sete anos.
Além disso, o inventário nacional avançou 8% nos últimos 12 meses, com São Paulo concentrando os principais empreendimentos incorporados ao estoque no período. De acordo com a consultoria, a atividade construtiva permanece aquecida, com cerca de 2 milhões de m² em obras.
O preço médio de locação encerrou o semestre em R$ 30/m²/mês, mantendo-se estável pelo terceiro trimestre consecutivo. Os maiores valores são encontrados no Distrito Federal (R$35/m²/mês), no Ceará (R$34,6/m²/mês) e em São Paulo (R$33,7/m²/mês), enquanto os menores estão no Espírito Santo (R$25,1/m²/mês) e Paraíba (R$22,4/m²/mês).
E-COMMERCE LIDERA AS MAIORES LOCAÇÕES
Em comunicado, a Colliers também revelou que as empresas ligadas ao e-commerce seguem no topo do ranking das maiores locações de galpões logísticos. As cinco maiores transações registradas no primeiro semestre de 2026 foram realizadas por operadores desse segmento.
Segundo a consultoria, o movimento reflete a expansão contínua das redes de distribuição dos varejistas digitais e a busca por espaços logísticos estratégicos próximos aos grandes centros urbanos.
“BOM MOMENTO VIVIDO PELO SETOR”
Para o CEO da Colliers, Ricardo Betancourt, os dados confirmam o bom momento vivido pelo setor. “O primeiro semestre de 2026 reforçou a consistência do mercado de condomínios logísticos no Brasil. A vacância atingiu seu menor nível histórico, em um movimento que tem estimulado o desenvolvimento de novos empreendimentos e a ampliação do estoque no setor”, afirmou.
Segundo o executivo, a combinação entre baixa vacância, demanda resiliente e novos projetos em desenvolvimento deve sustentar o ritmo positivo do mercado ao longo do segundo semestre.




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