Governo repudia prorrogação de emergência dos EUA sobre Brasil
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Portal Be News
Atualizado em 30 de julho de 2026

Em nota, governo Lula diz que “é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos” e que a decisão reitera argumentos infundados e inverídicos
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repudiou a decisão do governo dos Estados Unidos de prorrogar por um ano a emergência nacional sobre o Brasil.
Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), o governo afirma que “é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos” e que a decisão “reitera argumentos infundados e inverídicos de que o Brasil constitui ameaça” aos norte-americanos.
“O governo brasileiro repudia o anúncio feito pelo governo dos Estados Unidos da prorrogação por mais um ano da declaração de emergência nacional em relação ao Brasil”, afirmou.
“A declaração reitera argumentos infundados e inverídicos de que o Brasil constitui ‘ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos’, em função de alegadas ‘violação de direitos de livre expressão de pessoas e empresas dos EUA’, ‘censura e prisão, por parte do Supremo Tribunal Federal do Brasil, de pessoas exercendo liberdade de expressão’, ‘violações de direitos humanos’ e ‘perseguição política a um ex-presidente do Brasil, sua família e seus apoiadores'”, completou.
O governo brasileiro disse que, “ao rechaçar a retomada de acusações sem qualquer fundamentação nos fatos e já amplamente rebatidas em encontros de autoridades dos dois países, o Brasil reafirma sua soberania e a independência dos Poderes da União”.
Ainda de acordo com a nota divulgada pela Secom, o Judiciário brasileiro “pauta sua atuação pelo fiel cumprimento aos preceitos da Constituição Federal”.
Máquinas Agrícolas
O presidente da Câmara de Máquinas Agrícolas da Abimaq, Pedro Estevão, afirmou nesta quarta-feira que o segmento de máquinas e implementos agrícolas tem passado praticamente incólume em relação ao tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O impacto, de acordo com ele, é muito pequeno para o mercado brasileiro de máquinas agrícolas, tanto do ponto de vista das exportações do setor quanto pelo efeito indireto sobre a renda do agricultor.
A primeira razão, de acordo com o dirigente, é a baixa exposição do segmento ao mercado americano. As exportações de máquinas agrícolas do Brasil para os EUA, disse, representam cerca de 0,8% do faturamento do setor. “Se não exportar mais nada para lá, cai 0,8%. Então, por esse lado, não teve nenhuma consequência”, afirmou ele, durante entrevista coletiva em que a Abimaq divulgou os dados do setor de máquinas e equipamentos apurados ao longo do mês de junho.
Um segundo canal de impacto, de acordo com Estevão, seria via uma piora no preço e na comercialização de produtos agropecuários brasileiros, reduzindo a capacidade de investimento do produtor rural – principal cliente da indústria de máquinas. Ele ressaltou, porém, que itens relevantes para o Brasil, como café, carne e laranja, foram colocados como exceção e não entraram na lista de tarifas.
