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Montadoras precisam de aço mais leve e resistente; demanda está na mesa das siderúrgicas

Esse aço em especial tem grande oferta da China, o que torna essa nova necessidade do setor automotivo um desafio para os produtores da América Latina.

O Tempo

Publicado em 12 de novembro de 2025 | 20:32

Foto: Alacero/Divulgação
Foto: Alacero/Divulgação

Cartagena, Colômbia. Principal cliente do setor siderúrgico do Brasil, as montadoras querem, agora, uma diversidade de produtos e têm demanda por aço latino-americano. Tanto a Ford quanto a Volkswagen estão com investimentos na região, aumentando o portfólio de veículos e apresentando crescimento nas vendas. O principal foco dos investimentos é a eletrificação e a conectividade. Para isso, elas demandam aço mais leve e resistente. E essa condição foi colocada pelos representantes das empresas para o setor siderúrgico durante o evento da Associação Latino-Americana do Aço (Alacero, na sigla em espanhol), nesta quarta-feira (12/11), em Cartagena, Colômbia.

Alexander Seitz, CEO da Volkswagen para a América do Sul, afirmou que o carro elétrico precisa desse aço específico e que se reuniu com representantes da Usiminas para garantir a produção e oferta no mercado interno do 'advance steel'. A informação foi confirmada pela siderúrgica.

Durante o evento, o presidente da Alacero, Jorge Luiz Ribeiro de Oliveira, também CEO da ArcelorMittal, afirmou que o setor tem plenas condições de atender a essa demanda. “Estamos aqui para evitar a importação da Europa e da China. Vamos atender as montadoras, temos condições”, promete. Esse aço, em especial, tem grande oferta da China, o que torna essa nova necessidade do setor automotivo um desafio para os produtores da América Latina.

Além da procura por esse aço específico, os investimentos e a produção das montadoras também garantem mercado para as siderúrgicas. A Volkswagen investe R$ 20 bilhões na América do Sul, entre 2024 e 2028, com a previsão de lançar 17 novos modelos. Os aportes são aplicados em tecnologia, conectividade e fortalecimento da marca, além de crescer no mercado de veículos elétricos e híbridos, informa Seitz.

A Ford não fica atrás. Segundo Martín Galdeano, presidente da Ford na Argentina e América do Sul, o crescimento previsto para este ano é de 23%. A empresa investe quase US$ 1 bilhão em suas posições na região, também visando ofertar mais híbridos, o que demanda o aço mais leve e resistente. (O repórter viajou a convite da Alacero)

 
 
 

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