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MPF apura segurança em ponte após rompimento de cabos

25 de ago.
2 min de leitura

Gazeta do Paraná

Publicado em 24 de agosto de 2026


Estrutura na BR-101, em Laguna (SC), teve novos danos identificados e tráfego foi restringido para garantir a segurança dos motoristas.


Fonte: Gazeta do Paraná
Fonte: Gazeta do Paraná

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento para investigar a integridade estrutural da Ponte Anita Garibaldi, no km 316 da BR-101, em Laguna, Santa Catarina. A apuração começou após relatos sobre o rompimento de cabos centrais da estrutura e busca esclarecer as causas das falhas, além de verificar se são necessárias novas medidas para garantir a segurança de quem utiliza a rodovia.


Após questionamentos do MPF, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária Via Costeira informaram que foram identificadas novas irregularidades no trecho estaiado da ponte. Laudos técnicos apontaram o rompimento parcial dos cabos 4E e 4D, localizados no Pilar 35, entre as aduelas AD.6 e AD.7 do vão central.


Diante dos danos, a concessionária adotou um plano de correção emergencial elaborado por uma empresa projetista especializada. O tráfego passou a ser permitido somente pelas duas faixas centrais da ponte, com restrição de peso para determinados veículos.


Também foram realizadas intervenções de reforço estrutural. A primeira etapa emergencial envolveu o aumento das forças aplicadas em quatro estais, sendo dois centrais e dois laterais. Segundo relatório técnico, cada fase dos trabalhos foi precedida por verificações específicas para garantir a segurança durante a execução.


Histórico de problemas


Os problemas estruturais não são recentes. Em 2022, a concessionária identificou falhas no mesmo pilar, incluindo o rompimento de barras de ligação da laje inferior e risco à estabilidade da estrutura. Na época, foram realizadas obras de reforço e o tráfego de veículos pesados precisou ser desviado temporariamente para a Ponte das Laranjeiras, em Cabeçuda.


Testes de carga realizados em março de 2023 indicaram o restabelecimento da rigidez da ponte após as intervenções.


Agora, além das medidas emergenciais, a ANTT instaurou um processo administrativo para investigar se os problemas recorrentes podem estar relacionados a possíveis vícios ocultos de construção. A ponte foi construída sob gestão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e passou a integrar o contrato de concessão da BR-101 em agosto de 2020.


Segundo a agência reguladora, o recebimento definitivo da obra pelo Dnit ainda depende de uma decisão judicial relacionada ao empreendimento.


A Via Costeira informou que realiza inspeções anuais na estrutura e mantém o monitoramento da ponte em conjunto com projetistas especializados.

 
 
 

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