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Petrobras lança 1º projeto de captura e armazenamento de carbono

Portal Be News

Atualizado em: 19 de setembro de 2025 às 9:06

Da Redação

O CCS visa capturar até 100 mil toneladas de CO₂ por ano, ao longo de três anos e injetá-las em um reservatório salino profundo localizado na região de Barra do Furado (RJ). Foto: Reprodução/Agência Petrobras
O CCS visa capturar até 100 mil toneladas de CO₂ por ano, ao longo de três anos e injetá-las em um reservatório salino profundo localizado na região de Barra do Furado (RJ). Foto: Reprodução/Agência Petrobras

Iniciativa em Macaé prevê capturar 100 mil toneladas de CO₂ por ano a partir de 2028 e servirá de base para futuras normas e projetos comerciais de descarbonização


A Petrobras aprovou a construção do Projeto Piloto de Captura e Armazenamento de Carbono (CCS, na sigla em inglês) São Tomé, em Macaé (RJ). Trata-se do primeiro projeto do tipo no Brasil, com infraestrutura que permitirá a integração completa entre captura, transporte e armazenamento geológico de CO₂ em reservatório salino. A iniciativa é considerada um marco para o avanço tecnológico e regulatório dos projetos de Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS) no país e integra a estratégia da companhia para atingir a meta de neutralização de carbono até 2050.

O projeto está sendo acompanhado por órgãos reguladores e ambientais, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e deverá contribuir para o desenvolvimento de normas e procedimentos aplicáveis a esse tipo de atividade no Brasil.

“A tradição da companhia de empregar tecnologia de ponta para viabilizar grandes empreendimentos offshore está sendo colocada também em iniciativas de descarbonização. Essa iniciativa é mais um passo concreto da Petrobras na construção de soluções climáticas eficazes”, afirmou a diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angélica Laureano.

O CCS São Tomé tem como objetivo capturar até 100 mil toneladas de CO₂ por ano, ao longo de três anos, a partir de 2028, e injetá-las em um reservatório salino profundo localizado na região de Barra do Furado, em Quissamã (RJ). Por ser o primeiro projeto do tipo em reservatório salino no país, a iniciativa permitirá que órgãos como ANP e Inea testem, ajustem e validem procedimentos e normas regulatórias voltadas ao armazenamento geológico de carbono. Essa etapa é vista como fundamental para viabilizar futuros projetos comerciais de CCS no Brasil.

“O Projeto Piloto de CCS São Tomé é uma iniciativa estratégica de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) que permitirá validar, em ambiente real, tecnologias e metodologias fundamentais para a implantação de hubs de captura e armazenamento de carbono (CCS) no Brasil. As tecnologias aplicadas possibilitam acompanhar a evolução da pluma de CO₂ com precisão inédita no país e as informações obtidas com o projeto poderão nos apontar novos usos do CO₂, como por exemplo, a produção de combustível sintético”, explicou a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi.

Além de gerar conhecimento e qualificação tecnológica, o CCS São Tomé é visto como uma plataforma de aprendizado que pode acelerar o desenvolvimento de projetos comerciais e hubs de CCS em território brasileiro, tanto em terra quanto no mar.

 
 
 

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