Petrobras passa a usar óleo de milho na produção de asfalto
Portal Be News
Atualizado em 28 de setembro de 2026

Refinaria de São José dos Campos já produziu 95 mil toneladas de CAP Pro R com uso de matéria-prima renovável
A Petrobras passou a utilizar óleo técnico de milho (TCO) como matéria-prima na produção do ligante asfáltico CAP Pro R na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP). O insumo é empregado desde junho e, segundo a companhia, já participou da produção de 95 mil toneladas de asfalto com conteúdo renovável.
O TCO é um óleo residual semirrefinado obtido a partir do processamento do milho destinado à produção de etanol. O material utilizado pela Petrobras é atualmente fornecido pela Inpasa e passa a integrar o conjunto de matérias-primas renováveis utilizadas pela estatal em suas refinarias.
Antes da aplicação no CAP Pro R, o óleo técnico de milho já era utilizado pela Petrobras na produção de combustíveis como o combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e o Diesel R.
Segundo a diretora de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Angélica Laureano, a adoção do insumo faz parte da estratégia da companhia de ampliar a variedade de matérias-primas renováveis utilizadas no refino e diversificar a oferta de produtos com menor intensidade de carbono.
“Estamos ampliando o leque de matérias-primas renováveis usadas nas refinarias e reforçando a estratégia de diversificação de produtos com menor intensidade de carbono. A Petrobras está investindo em alternativas que agregam valor, reduzem emissões e contribuem para um futuro mais sustentável”, afirmou.
A utilização do TCO no asfalto também amplia as aplicações do produto derivado da cadeia do etanol de milho. De acordo com o diretor de Trading de Mercado Interno, óleo e DDGS da Inpasa, Rafael Verruck, o insumo tem potencial para ser utilizado em diferentes processos associados à redução de emissões.
“O TCO tem se mostrado um insumo estratégico para a descarbonização e seu uso em asfalto prova que sustentabilidade e infraestrutura de alta performance caminham juntas”, afirmou Verruck.
O executivo destacou ainda a utilização do óleo de milho em uma nova cadeia produtiva. “Ver o nosso óleo de milho ser aplicado no asfalto é a economia circular em sua máxima eficiência. A robustez da nossa operação e a qualidade do nosso produto já são reconhecidas internacionalmente. Agora, temos orgulho de ver essa tecnologia brasileira de ponta pavimentando um futuro mais verde também nas nossas rodovias”, disse.
Conteúdo renovável
O CAP Pro R integra a linha de asfaltos com conteúdo renovável produzida pela Petrobras. Segundo a companhia, o produto foi desenvolvido com foco em desempenho e redução da pegada de carbono ao longo do ciclo de vida, além de ampliar as alternativas disponíveis para o mercado de infraestrutura viária.
O cimento asfáltico de petróleo (CAP) não é destinado à queima. Por essa característica, as principais emissões associadas ao produto estão concentradas nas etapas de produção e aplicação do asfalto.
Depois de aplicado, o material mantém o carbono incorporado durante sua vida útil, diferentemente de combustíveis utilizados em processos de combustão. A Petrobras considera essa característica na avaliação da pegada de carbono dos produtos asfálticos e na incorporação de matérias-primas renováveis ao processo produtivo.




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