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Senado aprova renovação automática da CNH, mas mantém exames obrigatórios para motoristas

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Portal de Trânsito e Logística

Publicado em 12 de maio de 2026


Texto aprovado pelo Senado mantém exames físicos, mentais e psicológicos na renovação da habilitação e segue agora para sanção presidencial.


Fonte: Portal de Trânsito e Logística
Fonte: Portal de Trânsito e Logística

A proposta que prevê a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para bons condutores avançou no Congresso Nacional, mas com uma mudança considerada decisiva: os exames de aptidão física e mental continuarão obrigatórios. O texto foi aprovado pelo Senado nesta terça-feira (12) e segue agora para sanção presidencial.


A medida faz parte da MP 1.327/2025, transformada no Projeto de Lei de Conversão (PLV 3/2026). A proposta permite a renovação automática da CNH e da Autorização para Conduzir Ciclomotor para motoristas inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), ou seja, aqueles que não cometeram infrações sujeitas à pontuação nos 12 meses anteriores.


Apesar disso, o Senado manteve a exigência dos exames de aptidão física e mental, além da avaliação psicológica nos casos previstos pela legislação. A decisão afasta uma das principais preocupações levantadas durante a tramitação da medida: a possibilidade de renovação da CNH sem qualquer controle médico.


Exames seguem obrigatórios


Diferente do que previa originalmente, o texto aprovado estabelece que o condutor continuará obrigado a realizar exames físicos e mentais na renovação da habilitação, mesmo nos casos de renovação automática.


A avaliação psicológica também permanece obrigatória para candidatos à primeira habilitação e para motoristas que exercem atividade remunerada ao volante. De acordo com a proposta, os exames deverão ser realizados por médicos especialistas em medicina do tráfego e psicólogos especializados em psicologia do trânsito, conforme regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).


O relator da matéria, senador Renan Filho (MDB-AL), acolheu parcialmente uma emenda justamente para preservar essa exigência.


Durante a votação, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) destacou que a proposta busca facilitar o acesso à CNH sem abrir mão da segurança.


“Nós estamos transformando em lei uma ideia excepcional, para que possamos facilitar o acesso à CNH sem abrir mão da segurança médica na renovação”, afirmou.


Renovação automática terá limitações


A renovação automática não será válida para todos os condutores. O texto aprovado determina que a regra não poderá ser aplicada a motoristas com 70 anos ou mais nem àqueles que tenham prazo reduzido de renovação por recomendação médica.


Além disso, para condutores com 50 anos ou mais, o benefício da renovação automática poderá ser utilizado apenas uma vez.


Na prática, a proposta cria um modelo que busca premiar o bom histórico do condutor, reduzindo etapas burocráticas, mas sem eliminar completamente os mecanismos de controle médico.


Tarifa única para exames


Outro ponto aprovado pelo Senado foi a criação de um preço público único para os exames de aptidão física, mental e avaliação psicológica em todo o país. Atualmente, os valores variam conforme o estado.


Pela proposta, os preços serão fixados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), conforme regulamentação do Contran, com atualização anual baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).


O governo federal argumenta que a medida busca reduzir desigualdades regionais e diminuir os custos do processo de habilitação.


Segundo o texto, o objetivo é combater a burocracia e ampliar o acesso à CNH, considerado atualmente um processo caro para grande parte da população brasileira.


CNH física ou digital


A proposta também mantém a possibilidade de o motorista escolher entre a CNH física, digital ou ambas. O documento digital continua tendo validade em todo o território nacional e equivalência a documento de identidade.


Debate sobre desburocratização e segurança


A MP da renovação automática da CNH vinha sendo acompanhada com atenção por especialistas e entidades ligadas ao trânsito, principalmente por envolver mudanças em etapas consideradas importantes para a segurança viária.


Durante a votação, o relator Renan Filho defendeu que a proposta reduz burocracias e amplia o acesso da população ao documento.


Foram apresentadas 221 emendas ao texto original. Segundo o relator, apenas uma foi parcialmente acolhida — justamente a que manteve a obrigatoriedade dos exames médicos na renovação automática da habilitação.


Com a aprovação no Senado, o texto segue agora para sanção presidencial.

 
 
 

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