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Tarifaço aumenta demanda por armazenagem no Brasil

há 2 horas
3 min de leitura

Portal Be News

Atualizado em 24 de setembro de 2026


Fonte: Portal Be News
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Empresas reduzem contratos com clientes norte-americanos e buscam estruturas flexíveis para reorganizar estoques diante das novas condições do comércio exterior


As mudanças nas condições de acesso ao mercado norte-americano já começam a alterar estratégias de empresas brasileiras ligadas ao comércio exterior e, com isso, aumentar a procura por soluções de armazenagem. Empresas do setor privado relatam redução de contratos com clientes dos Estados Unidos desde o início das novas medidas tarifárias, enquanto identificam maior demanda por estruturas que possam ser instaladas rapidamente para reorganizar estoques e atender novos fluxos de mercadorias.


As novas medidas tarifárias dos Estados Unidos foram anunciadas em julho e estabeleceram sobretaxas adicionais de 25% sobre determinados produtos brasileiros e de 12,5% sobre produtos de países submetidos à investigação relacionada ao trabalho forçado. Em alguns casos, as duas medidas são cumulativas, levando a uma sobretaxa adicional de 37,5%. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as novas medidas alcançam 23,1% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano.


O impacto ocorre em um momento de perda de dinamismo do comércio bilateral. As exportações brasileiras aos Estados Unidos somaram US$ 40,4 bilhões em 2024, recuaram para US$ 37,7 bilhões em 2025 e chegaram a US$ 17,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, queda de 13% ante o mesmo período do ano anterior, segundo o MDIC.


Nesse cenário, empresas expostas ao comércio exterior passaram a rever estoques, destinos e estruturas de distribuição. Segundo executivos do setor, a necessidade de adaptação dos fluxos tem ampliado a procura por soluções de implantação mais rápida.


“Com as incertezas do tarifaço, tivemos uma redução em contratos firmados com os Estados Unidos. Por outro lado, observamos um movimento crescente de empresas brasileiras que precisaram ampliar rapidamente sua capacidade de armazenagem para reorganizar estoques e atender a novas demandas do mercado interno e externo”, afirma o diretor comercial da Pistelli Engenharia, Gustavo Pistelli.


Armazenagem ganha espaço


A alteração nos fluxos de comércio aumenta a necessidade de capacidade para armazenar produtos e insumos que precisam permanecer temporariamente em estoque antes de serem destinados a novos mercados ou incorporados a outras etapas da cadeia produtiva.


Nesse cenário, as chamadas estruturas flexíveis aparecem como uma alternativa para empresas que precisam ampliar a capacidade de armazenagem em prazos menores, sem necessariamente investir na construção de um galpão convencional permanente.


“Empresas de diferentes segmentos passaram a buscar soluções ágeis para armazenar produtos, insumos e mercadorias que tiveram seu fluxo alterado pelo cenário internacional. As coberturas flexíveis se tornaram uma alternativa eficiente para quem precisa ganhar espaço sem comprometer capital em obras permanentes”, explica Pistelli.


A estratégia ganha relevância diante da necessidade de empresas brasileiras se adaptarem a mudanças nos destinos das exportações e nas condições de acesso aos mercados internacionais.


O governo federal também adotou medidas para ampliar o prazo de adaptação de exportadores afetados pelas tarifas norte-americanas. Em agosto, uma medida provisória permitiu a prorrogação excepcional, por até 12 meses, dos prazos de operações de drawback impactadas pelas tarifas adicionais dos Estados Unidos.


Galpão de mineração: utilizadas em projetos industriais, estruturas temporárias vêm substituindo construções convencionais.


Fonte: Portal Be News
Fonte: Portal Be News

Galpão de mineração: utilizadas em projetos industriais, estruturas temporárias vêm substituindo construções convencionais.


Reorganização do comércio exterior


O tarifaço ocorre em um ambiente de tentativa de reorganização das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Em agosto, os dois governos retomaram o diálogo sobre as tarifas, enquanto o Brasil busca negociar as condições de acesso ao mercado norte-americano.


Para empresas de infraestrutura e logística, a mudança nos fluxos reforça a necessidade de estruturas capazes de acompanhar alterações no comércio exterior sem exigir longos períodos de implantação.


“O momento mostra como a adaptação rápida e a inovação podem transformar mudanças no ambiente econômico em novas oportunidades. Quando o fluxo de mercadorias muda, a infraestrutura também precisa acompanhar esse movimento”, conclui Pistelli.

 
 
 

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