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Tarifaço já impactou negativamente as exportações brasileiras, diz Fazenda

Brasil quer a suspensão de tarifas adicionais aplicadas pelos EUA já durante a fase de negociação

CNN Brasil

Vitória Queiroz, da CNN Brasil, Brasília

13/11/25 às 14:18 | Atualizado 13/11/25 às 15:10

Grãos são carregados em navios para exportação em um porto do rio Paraná perto de Rosário, Argentina  • 31/01/2017 - REUTERS/Marcos Brindicci
Grãos são carregados em navios para exportação em um porto do rio Paraná perto de Rosário, Argentina  • 31/01/2017 - REUTERS/Marcos Brindicci

O Ministério da Fazenda informou que a imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já impactou negativamente as exportações brasileiras. A informação consta no boletim Macrofiscal da SPE (Secretaria de Política Econômica), divulgado nesta quinta-feira (13).

De agosto a outubro, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram cerca de US$ 2,5 bilhões (24,9%), comparativamente ao mesmo período do ano anterior. Segundo a pasta, queda interanual das exportações foi se acentuando, atingindo 16,5% em agosto, 19,4% em setembro e 37,9% em outubro.

As tarifas estão em vigor deste agosto. Dentre os produtos com quedas mais acentuadas nas exportações nesses três meses, estão:


  • petróleo bruto: US$ -404 milhões, queda interanual de -30,3%;

  • carne bovina congelada: US$ -165,2 milhões, queda de 60,5%;

  • celulose de eucalipto: US$ -126 milhões, queda de 33,0%;

  • ferro bruto: US$ -119 milhões, queda de 27,8%;

  • açúcar de cana refinado: -91,6%, US$ -111 milhões.


Apesar do cenário, a SPE destaca que as exportações totais brasileiras seguiram crescendo. Em outubro, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7 bilhões.

A pasta também menciona que o redirecionamento comercial foi substancial em alguns segmentos. Para a Argentina, destaca-se o crescimento das exportações de automóveis, caminhões-trator, energia elétrica e veículos de carga leve, enquanto para a China, houve aumento nas exportações de soja, carne bovina, petróleo bruto e minério de ferro.

"O impacto das tarifas norte-americanas vem sendo parcialmente compensado pela diversificação de mercados e pelo conjunto de políticas de apoio implementadas, relevantes para sustentar a capacidade produtiva, a geração de empregos e a resiliência do setor exportador, além de amparar as contas externas brasileiras", diz.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, já se encontraram três vezes para negociar o tarifaço, desde que Rubio foi escolhido como o principal negociador das taxas contra os produtos brasileiros. O governo brasileiro quer que as tarifas adicionais sejam suspensas já na fase de negociação.

A iniciativa faz parte do esforço diplomático estabelecido pelo Brasil e EUA durante a primeira reunião bilateral entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump na Malásia em 26 de outubro.

 
 
 

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