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Transportadores ampliam uso do bitrem na Argentina

2 de set.
2 min de leitura

Rafael Brusque - Blog do Caminhoneiro

Publicado em 01 de setembro de 2026


Fonte: Blog do Caminhoneiro
Fonte: Blog do Caminhoneiro

O setor de transportes de cargas na Argentina era limitado, até poucos anos atrás, a caminhões de menor porte e as conhecidas composições Romeu e Julieta, como são chamadas no Brasil. Mas, a partir de 2018, o uso do bitrem, com cavalos mecânicos mais potentes, começou a ganhar impulso na região.


A composição bitrem, usada massivamente no Brasil desde o início dos anos 2000, e agora perdendo espaço, usa um cavalo mecânico e dois semirreboques, geralmente com sete ou nove eixos.


Para a Argentina, a ampliação do uso dessas composições tem como vantagem um aumento significativo na carga transportada, chegando a 75% dependendo a comparação que é feita. Isso reduz o número de viagens necessárias para realização das operações de transporte.


Desde 2018, quando as primeiras unidades entraram em operação, o uso cresceu significativamente na região. Em poucos anos, a frota de caminhões bitrens apresentou um crescimento constante: no final de 2020, mais de 2.000 unidades já estavam em operação e mais de 16.000 quilômetros de rodovias haviam sido designados para o seu uso.


Entre os corredores mais importantes estão a Rodovia Nacional 9, entre Campana e Córdoba, a Rodovia Nacional 14, na região do Litoral, e a Rodovia Nacional 3, na Patagônia.


Recentemente, conforme noticiado pelo Blog do Caminhoneiro, a Volvo realizou um teste com uma composição de nove eixos, 22,4 metros e peso bruto total combinado de 75 toneladas na Cordilheira dos Andes, em estradas sinuosas e muito irregulares, inclusive sem pavimentação, chegando a uma altitude de 4.500 metros acima do nível do mar.


Na faixa de 75 toneladas, a autorização para uso veio em agosto de 2025, com mudanças e simplificação da Resolução Argentina 1196/2025, que eliminou restrições temporais e reduziu exigências administrativas para facilitar sua operação.


Essas mudanças na legislação do país vieram acompanhando uma tendência já observada no setor produtivo. Diversos estudos estimam que o uso de caminhões bitrem pode reduzir os custos logísticos entre 15% e 25%, além de diminuir o consumo de combustível e as emissões por tonelada transportada.


Por esse motivo, seu uso tem se expandido em setores como agricultura, silvicultura, energia e mineração, onde a eficiência no transporte é um fator crítico para a competitividade.


Pela legislação argentina, os bitrens de 7 eixos têm comprimento limitado a 22,4 metros, e as composição de 9 eixos chegam a 30,25 metros. A incorporação desse tipo de  veículo também contribuiu para a mudança na composição da frota de transporte pesado da Argentina.


Segundo dados do setor, entre 2018 e 2021 a participação dos caminhões pesados ​​aumentou de 25% para 43% do total, refletindo uma tendência para configurações com maior capacidade e produtividade.


 
 
 

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