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Frete por quilômetro rodado recua 0,46% em julho e chega a R$ 8,63

  • 14 de ago.
  • 2 min de leitura

Mundo Logística

Publicado em 14 de agosto de 2026


Dados são do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborada com base em dados da plataforma Repom.


Fonte: Mundo Logística
Fonte: Mundo Logística

O preço médio do frete por quilômetro rodado encerrou julho em R$ 8,63, comparado com R$ 8,67 registrados em junho, o que representa um recuo de 0,46%, segundo a mais recente análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborada com base em dados da plataforma Repom. 


A queda do frete reflete, principalmente, o alívio nos custos operacionais proporcionado pela redução do preço do diesel. Adicionalmente a ANTT publicou, no fim de julho, a Resolução nº 6.084, que atualizou a tabela dos pisos mínimos de frete. A medida reduziu entre 0,002% e 2,18% os coeficientes de deslocamento (CCD).


E, nesse mesmo período, foi sancionada a lei que regulamenta a fiscalização e o piso mínimo de frete, a Lei Nº 15.485, que tornou definitivas as regras que até então vigoravam por meio da Medida Provisória nº 1.343/2026, visando garantir que os custos operacionais totais do transporte sejam refletidos nos preços do frete.


Apesar do ajuste regulatório, a dinâmica da oferta e da demanda deve sustentar pressão sobre os fretes nas próximas semanas. O avanço da colheita da segunda safra de milho mantém aquecida a demanda por transporte, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde 37,3% da área plantada, cerca de 823,5 mil hectares, já foi colhida. De acordo com a análise do IFR, esse movimento tende a elevar a procura por caminhões e pode influenciar o comportamento dos preços em agosto. Ao mesmo tempo, a redução da taxa Selic para 14% ao ano também passa a compor o cenário econômico observado pelo setor.


Em sentido oposto ao agronegócio, a indústria brasileira apresentou sinais de desaceleração em julho. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial caiu de 50,8 pontos em junho para 47,5 em julho, registrando a contração mais intensa dos últimos cinco meses, pressionado pelo aumento dos custos operacionais e pela redução das novas encomendas. Ainda assim, a perspectiva para o médio prazo permanece positiva: a confiança dos industriais para os próximos 12 meses avançou de 53% em junho para 66% em julho.


"O mês de julho foi marcado por um ambiente mais favorável para o transporte rodoviário, com a queda consecutiva dos preços do diesel contribuindo para acomodar o preço médio do frete. Para os próximos meses, o mercado deve continuar sendo impactado pelas dinâmicas dos setores e preço dos combustíveis, contudo, os efeitos da nova tabela de pisos mínimos da ANTT e da nova lei tendem a dar mais conformidade para os preços do frete", analisou o diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes.

 
 
 

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