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Novo ‘tarifaço’ dos EUA pode afetar 4,1 mil produtos do Brasil, diz CNI

  • há 13 horas
  • 2 min de leitura

Medidas em discussão em Washington podem elevar as alíquotas de importação para 37,5%, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria

06/07/2026 às 11h50

Novo 'tarifaço' dos EUA pode afetar 4,1 mil produtos do Brasil, diz CNIESTADÃO CONTEÚDO/FÁBIO MOTTA
Novo 'tarifaço' dos EUA pode afetar 4,1 mil produtos do Brasil, diz CNIESTADÃO CONTEÚDO/FÁBIO MOTTA

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projetou nesta segunda-feira (6) que, caso o governo dos Estados Unidos adote as novas propostas de taxação contra o Brasil – de 25% e 12,5% -, cerca de 4.187 produtos exportados pelo Brasil serão afetados, o equivalente a US$ 14,9 bilhões em exportações. Segundo a CNI, todos esses produtos estão hoje submetidos à tarifa adicional temporária de 10% prevista na Seção 122 da legislação comercial norte-americana, vigente até dia 24 de julho.

As autoridades americanas conduzem duas novas investigações que sugerem a aplicação de sobretaxas de 25% e de 12,5%. Caso as propostas sejam aprovadas, os produtos sofrerão um acréscimo de 27,5 pontos percentuais, fazendo a taxação contra o Brasil alcançar 37,5%. A expectativa é de que haja uma decisão final até o dia 15 de julho.

Entre os principais produtos que o Brasil exporta para os Estados Unidos que podem ser afetados pela tarifa acumulada de 37,5%, o Brasil atua como o principal fornecedor ao mercado norte-americano em 11.

Para a o presidente da CNI, Ricardo Alban, novas tarifas contra o Brasil também vão elevar custos para empresas, consumidores e cadeias produtivas dos Estados Unidos. “O aumento das tarifas compromete uma relação comercial construída ao longo de décadas e prejudica empresas dos dois países. Estamos falando de cadeias produtivas altamente integradas, nas quais muitos produtos brasileiros são essenciais para a indústria norte-americana”, explica.

A investigação americana teve início em julho de 2025. A apuração foi motivada pela conclusão do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de que o Brasil adota práticas restritivas ao comércio norte-americano em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao etanol e tarifas preferenciais.


Audiência pública


O embaixador brasileiro Roberto Azevêdo representará a CNI na audiência pública desta terça-feira (7), em Washington (EUA), sobre a proposta de tarifa adicional de 25% contra produtos brasileiros. Dos 80 inscritos para falar na audiência, 66 devem se posicionar contra a medida.

“A imposição de uma tarifa adicional de 25% não se justifica sob os aspectos jurídico, econômico e estratégico. A CNI defende que o diálogo e a cooperação bilateral são o caminho mais adequado para preservar uma relação sólida entre os dois países”, reforça Alban.


*Com informações do Estadão Conteúdo

 
 
 

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