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Roubos de cargas caem 34% no estado de São Paulo em 2026, aponta SETCESP

  • há 45 minutos
  • 2 min de leitura

Para o presidente do SETCESP, Marcelo Rodrigues, o resultado indica avanço, mas não elimina a necessidade de atenção permanente por parte das empresas do setor

Mundo Logística | Publicado em 07/07/2026 — por Redação

Imagem ilustrativa (Foto: Shutterstock)
Imagem ilustrativa (Foto: Shutterstock)

Os roubos de cargas no estado de São Paulo recuaram 34,3% nos cinco primeiros meses de 2026. No período, foram contabilizadas 1.060 ocorrências, contra 1.613 no mesmo intervalo de 2025, de acordo com levantamento do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) com base em dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

Segundo a entidade, a diminuição aparece de forma consistente ao longo dos meses. Em janeiro, os registros caíram de 350 para 251 casos (-27,4%). Em fevereiro, passaram de 319 para 199 (-37,6%).

Em março, foram registrados 206 ocorrências, frente a 302 no ano anterior (-31,7%). Em abril, o número recuou de 334 para 211 (-36,8%). Já em maio, houve 193 registros, ante 308 no mesmo mês de 2025.

Para o presidente do SETCESP, Marcelo Rodrigues, o resultado indica avanço, mas não elimina a necessidade de atenção permanente por parte das empresas do setor. “Os indicadores mostram evolução no combate ao roubo de cargas, mas o risco segue presente na rotina do transporte. Em períodos de maior fluxo de mercadorias, como férias e datas sazonais, o nível de alerta precisa ser mantido”, avaliou.


ROUBOS DE CARGAS ELEVAM CUSTOS OPERACIONAIS


Mesmo com a redução das ocorrências, o impacto econômico do crime continua relevante para a logística e o transporte rodoviário. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que 62% das indústrias registraram aumento nos custos finais em função dos gastos com segurança no transporte. Outros 45% afirmam que os investimentos gerais em proteção também pressionam o preço final dos produtos.

O levantamento da CNI mostrou ainda que 20% das indústrias sofreram roubo ou furto de cargas rodoviárias nos últimos cinco anos. As rodovias concentram a maior parte dos episódios: 68% das ocorrências acontecem nas estradas, índice bem superior ao registrado em áreas urbanas ou centros de armazenagem. Entre os produtos mais visados estão fios e cabos (60%), seguidos por ferramentas (31%) e máquinas e equipamentos industriais (23%).

“A insegurança acaba se refletindo diretamente nos custos operacionais e no frete. Por isso, além das ações de policiamento, é essencial investir em inteligência, tecnologia embarcada e gestão de riscos”, destacou Rodrigues.

Segundo o presidente do SETCESP, medidas preventivas seguem como fator decisivo para reduzir perdas e aumentar a eficiência das operações. “Planejamento de rotas, monitoramento contínuo e capacitação das equipes são práticas que fazem diferença no dia a dia”, completou.

Para o SETCESP, os dados reforçam a importância de manter políticas públicas de segurança e, ao mesmo tempo, estimular práticas operacionais mais robustas, capazes de mitigar riscos e preservar a competitividade do transporte e da cadeia automotiva e logística. 

 
 
 

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